sexta-feira, 1 de março de 2013


pra quando
a minha boca toda
formigar
e um suspiro
afogado reclamar
de ponta a
ponta
todo o contorno
e os olhos bêbados
forjarem
uma áurea prisma
e o corpo receio
pausar.
(isso é filme...)
.
será?
há de se pensar
.
as coisas
não serào
(sào)
.
há de se
afastar
pra
atualizar
.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

do fim
:
a unha
vermelha
descascada.
o resto de
pó no fundo
da caneca de
chá.
o lençol vazio
bagunçado e
suado.
a ultima luz que
apaga.
os créditos do filme.
o cheiro de sabonete
que
restou no
banheiro.
a luz que acende de
repente.
a porta que
bate é o
último ruído.
o motor que é
acionado.
o movimento de partida que
precede a primeira
rajada de vento.
o sono que
dá.
a insônia que aparece.
a nuca que se vê,
nào mais
os olhos.





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

sobre
como dar
conta de
expor:
cada poro
do
corpo um
alto falante.

terça-feira, 27 de novembro de 2012


os cantos
da boca
pregados
desenhavam o
tamanho do
peito
coração de
galinha
.
os dedos
enrugados
.
morou na água
.
de certo
.
não
encantava ao
tempo
.
roxa
.
coração
pedra de gelo
dizia
.
(mentia)
.

sábado, 13 de outubro de 2012

pra quando
você
voltar:
te encaixo num
beijo
sorriso
te entrego
meu
vestido de
estrelas
te choro
que nào
sei o
que e
vou
nadar
.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

e o que
sobra aqui
dentro escapa
se espalha no
cobertor
branquinho
.
foge nos
olhos
.
temperos e
imobilidades à
parte
.
a sopa é
salgada
e dói
.
não há cartaz
.

domingo, 29 de julho de 2012

dali
brotam
outros nomes
cartazes
a te
procurar
rasurados
outras canecas
pareadas.
nào mora mais.