no ato
o trato
o dito boato
do meu ardor intacto
do que recebo
parco
e no grito do gato
lá estavas tu
de farto servido prato
boca outra vinda de outro pacto
lá estavas tu
um belo e galante gaiato
.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
vai,vai,vai,vai
morre tranquilo
nos meus braços
exílio
leva um beijo
meu
souvenir dessa
sua estadia
por aqui
.
nos meus braços
exílio
leva um beijo
meu
souvenir dessa
sua estadia
por aqui
.
domingo, 19 de setembro de 2010
eu me entrego
imagens desconexas
que chegam
inspeciono
uma a uma
tentando
jogá-las
pro alto
libertando-as
num vôo
infinito
mas
elas voltam
razantes
me fazendo
correr e suar
e são tantas
e são todas
todas juntas
num alvoroço
fazendo estardalhaço
gritando
suas cores
gritando
seus amores
eu as distraio
me escondo
fujo,mas
elas me cercam
me obrigam
e eu
me entrego
me entrego
me entrego
...
...
...
que chegam
inspeciono
uma a uma
tentando
jogá-las
pro alto
libertando-as
num vôo
infinito
mas
elas voltam
razantes
me fazendo
correr e suar
e são tantas
e são todas
todas juntas
num alvoroço
fazendo estardalhaço
gritando
suas cores
gritando
seus amores
eu as distraio
me escondo
fujo,mas
elas me cercam
me obrigam
e eu
me entrego
me entrego
me entrego
...
...
...
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a fuga,
as cores,
as imagens,
o vôo,
os amores
pelas próximas outras
meu coração virgem de algumas mágoas
recém saído dessas poucas tantas
teme covarde pelas próximas outras
inevitáveis
indispensáveis
...
recém saído dessas poucas tantas
teme covarde pelas próximas outras
inevitáveis
indispensáveis
...
domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
no esconderijo.
e no porão das mínimas coisas
suspira meu desejo incoerente
desassossegado e latente
e no breu das tantas coisas
tantas outras o impelem a arrebatar
e ele acanhado e débil
hesita em se rebelar
inquieto e suado
se agita e se exalta
e se escuta
num escárnio vigoroso
nervoso do tempo que chega
do tempo que chega
do teu abrir de porta
do teu calor me embrulhar
do teu cheiro me embriagar
e eu suspeito
não terei opção
assim que a pequena fresta se abrir
eu sei...
eu não escapo...
eu me apaixono por você
.
suspira meu desejo incoerente
desassossegado e latente
e no breu das tantas coisas
tantas outras o impelem a arrebatar
e ele acanhado e débil
hesita em se rebelar
inquieto e suado
se agita e se exalta
e se escuta
num escárnio vigoroso
nervoso do tempo que chega
do tempo que chega
do teu abrir de porta
do teu calor me embrulhar
do teu cheiro me embriagar
e eu suspeito
não terei opção
assim que a pequena fresta se abrir
eu sei...
eu não escapo...
eu me apaixono por você
.
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