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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

de um jeito que.

existe agora
um eu
que se debruça
agora
no parapeito
de um jeito
que.
talvez.
a minha sopa
de batata baroa
esfria na mesa
não olho agora.
existe a estrela
não olho agora.
é noite.
existe eu
agora que
me debruço
pra fora
não sinto agora.
o vento que
sopra a hora
me desmancha o
cabelo me
cega por um
momento
tenho medo de abrir
os olhos e enxergar
um entorno diferente
do que eu sei
preciso desaguar
lá fora.
murchar o que
eu assoprei
preciso desarmar
lá fora.
preciso derramar
lá fora.
não sei o nome
não sei a fome
o choro é poesia
desperdiçada.
eu coleciono atalhos.
pode ser que eu te
ame agora.
pode ser que eu
pule
agora.
pode ser que
a sopa eu
tome agora.
pode ser que eu
te escreva uma
carta bonita
amora.

sábado, 15 de maio de 2010

( ? )

saindo de lá
sozinho
mergulhando no silêncio e
no frio
inquisidor
do lado de cá
na rua
ouvindo o resto de
música
abafada
do meu mundo
recém
anterior
acendi um
cigarro
caminhei 5 passos
cocei tranquilo o
cavanhaque
suspirei
pensei nela
pensei neles
e pensei
então
-
porra... não é isso!
não é nada disso...
e agora?!
...
...
...